Falsas Negociações

Assunto: Falsas Negociações

 

A Associação Nacional de Sargentos/ANSG vê-se na contingência de publicamente denunciara falácia que são as intenções do Ministério da Administração Interna, manifestadas nas primeiras reuniões relativas ao descongelamento das carreiras dos militares da Guarda, recusando-se a concretizar a recomendação da Assembleia da Republica ao Governo para concretizar a contagem de todo o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira, utilizando um discurso padrão e pré concebido, cheio de meras intensões. 

Não bastante, nas suas aparições, entretém-se a iludir as associações socioprofissionais, os militares e a opinião publica com números, diremos enganadores, como é o caso do descongelamento de carreira para 1.335 militares já em abril ou sejam cerca 6% de todo efetivo, número apenas correspondente ao efetivo que não teve qualquer tipo de promoção entre 2011 e 2017.

Ora, nada disto poderia ser mais falacioso.

A ANSG assegura que apenas cerca de uma dezena reúne condições para tal e que, eventualmente, esse número poderá ser atingido apenas até ao final de 2018. Por outro

lado, o MAI compromete-se ainda a concluir todo o processo até 2020, o que revela uma outra deturpação, por querer deixar parecer que se trata de tarefa hercúlea, quando bastaria deixar correr naturalmente o tempo para todos os 94%, que começaram a contar o tempo a partir de 1 janeiro de 2018, ou seja os 2 anos para mudar de nível.

O Governo tem acabado com qualquer ciclo de gestão na Guarda, nomeadamente na devida regularização funcional, impedindo as necessárias promoções em tempo devido, no entanto, para mostrar boa vontade e escamotear o atrofio empregue, diz prometer promover 1.124 militares cerca 5% do efetivo, correspondentes a 581 promoções com despacho recente, deixando ainda para trás 543 promoções correspondentes a 2016, pasme- se dois anos de atraso e, com boa vontade, claro sem data, tratar de despachar mais 2.390,

 

das quais cerca de 80% para militares da categoria de base de Guardas que, na sua maioria, auferem 789 €, com vaga respeitante ao ano de 2017.

Para terminar o ramalhete da boa vontade, diz ter dado indicação para manter 25 dias de férias, como se tal resultasse, ou dependesse, da vontade subjetiva dos militares da Guarda, e não de uma inevitabilidade tendo em conta que a não concessão dos 3 dias se

deve ao incumprimento no previsto em EMGR por parte da tutela (v.g., da regulamentação da avaliação).

A ANSG considera este momento, um dos mais difíceis da Instituição, pois os militares da GNR consideram-se descredibilizados, descriminados e destratados, pelo que a palavra de ordem terá que ser BASTA!

 

 

Dignificação e Profissionalismo

 

 

 COMUNICADO